Hora de trocar os pincéis

30jun08
A vida não é um ensaio. Pelo que sabemos, você só tem uma chance e deve fazer suas escolhas baseado em qualquer posição moral, filosófica ou política que vier a adotar…Você faz escolhas durante sua vida, e elas são influenciadas por considerações políticas, por dinheiro e pelo lado obscuro de nossas essências. Você tem, de certa forma, a chance, por menor que seja, de tornar o mundo um lugar mais alegre ou mais sombrio. Todos temos a oportunidade de transcender as tendências a seros complicados, cruéis e gananciosos. Todos fazemos uma pequena marca na pintura da vida.
*
The Dark Side of the Moon sempre surge para me mostrar como a vida pode ser uma pintura impressionista. Como uma página pode ser virada e, do outro lado, surgir um La Seine à Asnières.
Pink Floyd tem algo de mágico. Música tem alguma magia presente nela. Parece que toda existência humana é uma desculpa para ter uma trilha sonora.
É só seguir a verdadeira sinfonia que a estrada encolhe, o caminho fica mais agradável e o sol brilha. Parece besteira, mas não é. É redescoberta de sentimentos. É felicidade desesperada para se libertar. By the way, LIBERDADE. É disso que o mundo precisa. Se libertar de conceitos caretas, de falsos ideais e de objetivos fúteis. Num primeiro momento, pode parecer doloroso. Afinal, é mais fácil receber tudo pronto. Mas não há nada mais magnífico do que ser free as a bird.
Por isso, retomei a minha trilha sonora original. E não há mais agradável que (re)começar num último dia de junho, sol, lar doce lar e Pink Floyd Live at Pompeii.
É disso que o mundo precisa. Levar a sério a frase do Roger Waters lá em cima e ser mais experimental, mais ‘progressivo’.
P.S: E, num encontro oportuno com Fernando Pessoa, “é sempre melhor o impreciso que embala do que o certo que basta”.
Anúncios


8 Responses to “Hora de trocar os pincéis”

  1. 1 Rafaella

    oi eliane! visitando blogs por aí, me deparo no teu.
    acho pink floyd inspirador. nas notas, nas letras, na voz, no som, nas performances. em tudo.
    que com esse legado deixado por eles, espero que sejamos mais progressivos. lutemos para fugir do óbvio, algo como sing a song that can’t be sung em remember a day. ou mesmo i’m a free as a bird now, and this bird you CANNOT change.
    gostei do texto! =*

  2. 2 bruno

    nunca gostei do pink floyd depois primeiro disco, ainda com o barret mandando… depois acho tudo muito chato, mas é que não gosto de progressivo, então…

    já fernando pessoa respeito muito por ter mudado minha vida com o livro do desassossego. livro que me leva a acreditar que ele não gostar de pink floyd (hehe, brincadeira).

    sobre liberdade, vi esses dias o Easy rider (que eu nunca tinha visto) e ali tá um bom conceito de liberdade em seu final… o jack nicholson em seu personagem fala tudo… praticamente a mesma idéia da clarice lispector sobre o tema, naquela frase mundialmente conhecida por causa do Ilha das Flores.

  3. 3 Amanda S.

    nunca gostei do pink floyd depois primeiro disco, ainda com o barret mandando… depois acho tudo muito chato, mas é que não gosto de progressivo, então…

    já fernando pessoa respeito muito [2]

    E liberdade também respeito muito e acredito, depois dos acontecimentos recentes, que tu esteja livre por desistência, que é uma sensação mágica (talvez um consolo do nosso inconsciente), o que parece, mas não é de forma alguma, ruim.
    Comprei ontem um livro muito bom, Ainda Orangotangos, contos do Paulo Scott (o conto homônimo virou filme, plano-seqüência do Gustavo Spolidoro, sei de tudo isso porque na trilha tem a banda de um conhecido. Não vi o filme, mas a música em questão e o conto são muito bons, enfim…), que de certa forma trata um pouco disso. Ou eu interpretei do meu jeito – i’m miss brightside – e achei algo de bonito em tanto desespero. Bom, isso é só pra explicar a liberdade por desistência.

    Amei demais isso: “Parece que toda existência humana é uma desculpa para ter uma trilha sonora.”
    Se tem uma coisa que eu respeito na humanidade é que os animais não fazem música (passarinho não conta), só nós – ou eles, hoho -, humanos.
    Gostei muito desse post, apesar de a base ser Pink Floyd, senti uma coisa muito boa lendo. Ninguém sem esperança vê um caminho mais agradável e com sol brilhante, então acho que temos um progresso, srta.
    😉

    =*

  4. 4 Amanda S.

    Jesus, prometo me controlar nos comentários. Como eu falo 😐

  5. 5 Eliane!

    Amanda! teus comentários me fazem tão bem!
    e aaacho que vou pegar pra mim a síndrome ‘miss’ brightside.
    E Pink Floy foi um começo pq lembrei daquele frase que, pra mim, é maravilhosa. Enfim, já disse, mas The Dark Side of the Moon é inspirador.
    A base de tudo: Liberdade.

  6. 6 Anna Fernandes

    cara, seu post me lembrou a insustentável leveza do ser, qndo o milan kundera cita que “a nossa vida não é como um rascunho, a gente não pode simplesmente amassar o papel e começar tudo novamente”, e se soh se tem uma chance pra tentar que seja desse seu jeito, livre (e com MUITA música)… como eu gosto de pink floyd e de fernado pessoa: perfeito, look around, choose your own ground!

  7. 7 Graciani

    Eliane, depois deste teu último relato coloquei teu blog nos meus Favoritos! 😉
    Tu tens muito talento!
    Beijos,
    Marcos

  8. 8 Graciani

    Teu fã incondicional espera por mais um novo post! 😉
    Estás em Bento? Quando voltas para Porto?
    Beijos,
    Marcos


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: