Cultura livre – primeiras linhas

09mar10

Durante esse meu período punk da monografia, já passei os olhos por diversos sites e blogs interessantes e, que de alguma forma, contribuem com meu tema, Jornalismo e Cultura Digital: um estudo da cobertura do The Pirate Bay na mídia.

Um deles, bastante interessante, é o Baixa Cultura. Tomei conhecimento deste através de alguém doTwitter. Nele, encontrei um post muito interessante intitulado “Uma amostra do trabalho dos Uploaders”. Os uploaders, essas criaturas que disponibilizam e compartilham seu manancial informativo conosco. Você, leitor (?) iria ripar o DVD que acabou de comprar e transformar num torrent ou, mais fácil ainda, compartihar via shareds da vida? Sinto um não aí. Mas mesmo que eu aqui também diga “nem eu”, são eles que salvam nossas vidas nos momentos de apuros. Antes do julgamento, baixar arquivos no The Pirate Bay não era essa tristeza que é hoje em dia. Vendo isso, você chamaria seus amigos e criaria um novo site mega power para que todos nós, mantedores de uma cultura do compartilhamento de arquivos, pudéssemos baixar nossas séries, músicas, filmes ou livros? Mas é graças ao trabalho deles que a gente tem um monte de discografias, por exemplo, no nosso computador. Tente colocar um valor para cada álbum que você tem no computador para ver como iria à falência rapidinho. São só questões econômicas envolvidas? Para muitos sim, deixando de lado toda reestuturação cultural e social pela qual estamos passando e solidificando. Aqueles que única e exclusivamente se interessam pelas questões econômicas, nos chamam de piratas e apontam o dedo também para nos chamar de bandidos. Afinal, baixar arquivos é considerado crime, meu irmão. E, como diria o mestre Lawrence Lessig, quando toda uma geração é considerada criminosa não é porque ela seja criminosa de verdade, mas porque nosssas leis estão completamente ultrapassadas.

O mesmo post traz um passo-a-passo para você criar um torrent. Vamos lá! E também referência a uma matéria do ano passado da revista Trip. A reportagem “Os capitães da pirataria” traça um perfil dessas pessoas que nós não sabemos quem são, mas somos muito gratos aos seus esforços. Matéria que eu adoraria um dia ter escrito. Aliás, na produção de pesquisas atuais em Comunicação ou Sociologia, alguém conhece estudos feitos com essas pessoas?

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2 Responses to “Cultura livre – primeiras linhas”

  1. 1 baixacul

    Valeu pela citação.
    Ótimo o seu tema de monografia. Já terminou?
    abs,


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