Resumo do Fórum da Cultura Digital Brasileira #1

18nov10

Descobri que eu adoro participar de fóruns. Correr de uma palestra para outra, conhecer gente de vários lugares com um monte de ideias e projetos legais e encontrar pessoalmente arrobinhas da vida virtual.  Além de tudo isso, o 2º Fórum da Cultura Digital Brasileira (que acabou hoje) me trouxe uma coisa nova: apresentar minha monografia num espaço de pesquisas acadêmicas dentro da programação oficial do evento.

Tenho verdadeira paixão por estudar práticas culturais na era digital, principalmente quando falar delas aproxima o debate do copyright. Foi isso que motivou meu estudo de caso sobre o The Pirate Bay na FSP e é isso que vai motivar meu mestrado, mas não mais com foco num objeto como o TPB, quero algo nacional. E o Fórum me apresentou mil e uma possibilidades de pesquisa. Ainda tenho muito que estudar para chegar lá! =)

Por lá, encontrei a Helena Klang, nome que já era conhecido pra mim por causa desse artigo sobre o Pirate Bay na revista Cibercultura. Ela apresentou a pesquisa do seu mestrado na UERJ, estudos esses que me apresentaram novas possibilidades e um novo olhar para a cultura do compartilhamento.

De acordo com Helena, essas práticas de compartilhamento de arquivos digitais representam uma antropofagia, dentro de um ciclo que muda a cada 40 anos: em 1928 com o Manifesto Antropofágico, escrito por Oswald de Andrade, em 1968 com a Tropicália e em 2008 com o Remix (Lessig). A abordagem é ótima, já que a ideia é que isso representa um canibalismo cultural. Em especial o remix, ao escolher algo e remixar com algo próprio (primitivo), chegamos no bárbaro tecnizado. E esse ato antropofágico, de consumir uma parte ou uma totalidade de algo, aproxima as discussões sobre os direitos autorais na atualidade. E por que estudar isso com um foco nas práticas nacionais? Porque o Brasil está na liderança da cultura digital.  E vale lembrar que “a propriedade intelectual é o petróleo do século XXI”, como sentenciou Mark Getty, bem citado pela própria Helena.

O filme “A RIP Remix Manifesto” é um pilar para essa pesquisa da Helena Klag, que me deixou muito curiosa para ler assim que pronta. Como eu falei para ela no Fórum, essa nova abordagem abriu novos horizontes para pensar na realidade dessas práticas culturais de compartilhamento de arquivos online. É muito bom encontrar pessoas que estão estudando e pesquisando algo que eu estou bem animada para estudar e pesquisar também.

No blog do evento tem MUITA coisa do que aconteceu em São Paulo. Passa lá e depois vem discutir coisas legais por aqui!

Bom, depois tem mais. Alguns toques sobre copyright e a Lei Azeredo.

=)

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