Divulgação pela web na cadeia musical

05dez10

A forma como a internet modificou a maneira como consumimos bens culturais, principalmente música, é um dos assuntos que mais me interessam para estudos dentro do vasto campo da cibercultura.  Vou deixar de lado três etapas dentro da cadeia musical, criação, produção e distribuição, para me concentrar na divulgação, já que a internet tornou-se um dos principais meios atualmente para qualquer artista, principalmente independentes, chamar a atenção do público e divulgar sua arte.

A questão não é mais abrir ou não o conteúdo e divulgá-lo livremente na rede; agora, a pergunta é outra, como fazer isso. Afinal, se você quer ou não, pouco importa, seu conteúdo de uma maneira ou outra estará circulando livremente pela web.

Como chamar a atenção do público que navega pela web e fazer com que ele pare, ouça e aprecie sua música em meio a tantas informações? A criatividade não está apenas em sua arte e, sim, em sua forma de divulgação. Arctic Monkeys sempre é a ‘banda de MySpace’ preferida para se falar de divulgação pela web. Mas, há outros exemplos que eu gosto muito sobre isso, todos descobertos via social media.

O primeiro é o filme interativo The Wilderness Downtown, com música da banda Arcade Fire, lançado em setembro de 2010, um experimento do Google em HTML5, utilizando o Google Maps, que funciona da seguinte forma: você entra no site, digita o local de nascimento (não tem dados suficientes para o Brasil, então, dá pra escolher qualquer outro lugar) aí começa uma coisa linda e mágica 🙂 Este vídeo reproduz a experiência que se tem, ó:

O segundo eu vi esta semana, é um vídeo de lançamento do single Knight of Wands, da banda indie Au Revoir Simone.  O clipe é como um livro interativo, que você vai escolher como quer colorir o vídeo.

E o terceiro é o projeto The Ugly Dance, da banda sueca Fulkultor. O site interativo permite criar um boneco com seu rosto para a ugly dance. Há uma infinidade de formas para fazê-lo dançar. Também dá pra baixar a música e criar seu próprio avatar, mas para isso é preciso pagar um ou cinco dólares para a banda.

Usar a web e, consequentemente, fazer uso das redes socais para espalhar um conteúdo é essencial para um artista. Quando a música sai do suporte e torna-se um bem facilmente compartilhável por ser digital, o alcance que ela pode ter é muito grande numa sociedade em rede e muito maior do que as formas de divulgação em suportes físicos, atreladas ao tradicional sistema das indústrias fonográficas. Para artistas independentes, a web possibilita não só liberar seu conteúdo sem precisar de intermediários, mas uma forma de chamar a atenção do público para sua música. Mais do que liberar, agora é a criatividade que move o jogo. E esses vídeos interativos aí são mais um ponto para uma ideia que eu venho pensando ultimamente: não é só o clássico DIY (do it yourself) que impera na rede, o DIWO (do it with others) é a consequência na divulgação e consumo da música em rede.

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