Crowdfunding: do it with others

21dez10

Meu primeiro flerte com o Crowdfunding foi quando eu escrevi esse texto sobre o pessoal que estava tentando trazer um show do Belle and Sebastian para o Brasil.
Engano.
Eu já conhecia uma plataforma crowdfunding, o Flattr, um projeto do Peter Sunde, um dos fundadores do Pirate Bay. Depois que o tracker foi vendido, Sunde começou a trabalhar nesse projeto justamente para fugir da perseguição da indústria do copyright. Em poucas palavras, no Flattr você pode divulgar seu projeto e ainda receber por isso, dependendo de quanto do pedaço do ‘bolo’ total de usuários for dividido para cada um.


Eu, que já estou há um tempo estudando questões como direito autoral, indústria do entretenimento x tecnologia e práticas culturais, via no Flattr um espaço em que artistas pudessem estar em contato com o público diretamente, sem intermediadores, além, claro, de serem recompensados devidamente pelo seu trabalho, que envolve participação e colaboração de todos em rede. Bingo! Fechamos o longo parênteses. Isso é Crowdfunding.

Vamos lá: Crowdfunding, também chamado de crowd financing ou crowd sourced capital, é quando pessoas em rede recompensam financeiramente iniciativas e projetos de outras pessoas ou empresas.  E projetos dos mais variados tipos podem fazer uso do crowdfunding, não apenas artistas em busca de fãs e público, que era a minha realidade mais próxima por causa dos meus interesses de pesquisa, pequenos negócios, startups, jornalismo colaborativo, e por aí vai.

Hoje, eu descobri o Crowdfunding Brasil, um grupo nacional para disseminar essa ideia. Sim, porque você sabe, no Brasil as coisas demoram para caminhar. Andei lendo os posts do pessoal do grupo e tem muita coisa bacana; além deles falarem também sobre o episódio do Belle&Sebastian e sobre o Flattr. Bom ver que tem um pessoal antenado nisso, CRIANDO e fazendo um barulhinho. Eu realmente queria ver uma (várias!) histórias de projetos baseados nisso dando certo, principalmente na área musical. Mas, como já comentei, não se restringe a isso, inclusive, tem um vídeo explicando o Catarse, uma plataforma nacional para trabalhos em crowdfunding.Algo para ficar de olho. Eu, como pesquisadora de práticas culturais na internet wannabe, ficarei de olho.

Bacana isso, né?

Eu sou muito apaixonada pela colaboração online. Conectados em rede, já balançamos muito o mundo, ainda podemos mais. E é por isso que eu reafirmo, do it with others é o novo do it yourself. 🙂

P.s: Vai ser cdf? Então, dá uma olhada nesses comentários sobre o primeiro livro nessa área.

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