O que a Internet pode fazer com a nossa concentração?

20jan11

Este texto foi publicado originalmente aqui, no blog da Faculdade Anglo-Americano, de Caxias do Sul, que eu colaboro com conteúdo. É um post sobre internet x concentração, absorção de conteúdo na web e leituras, tendo por base o pensamento de Nicholas Carr.

Quando Nicholas Carr lançou o livro A grande mudança: reconectando o mundo, de Thomas Edison ao Google, uma nova visão sobre o mundo conectado era lançada. O autor compara o significado social e econômico da Internet nos tempos atuais com o impacto da eletricidade na Revolução Industrial.

O ritmo de vida mudou, a economia agora baseia-se em aplicações virtuais e, de acordo com o autor, o futuro da informática é a computação em nuvem, ou seja, tudo o que precisamos será sinônimo de Internet, não haverá necessidade de um disco rígido. E, para isso, ele cita como exemplo o Google. E é nesse site que a maioria das informações que precisamos está. Aliás, quem já não ouviu ou falou a expressão “dá um Google”, em algum momento em que alguém não sabia ou faltava alguma informação?

Mas aqui, Carr só estava falando do impacto econômico e social. Porém, no ano passado, ele lançou o livro The Shallows What the Internet is doing to our brains (algo como “No Raso O que a Internet está fazendo como nossos cérebros”, sem tradução ainda para o português), e é nessa obra que ele reúne críticas sobre o desenvolvimento da cultura digital e como ela pode transformar diversos aspectos de nossa vida.

O longo argumento de Carr é que a facilidade que encontramos as coisas na web está nos deixando burros, sem uma capacidade de assimilar e interpretar as coisas, ou seja, nosso cérebro reage superficialmente à vasta quantidade de informações diárias. Será? Em entrevista para a Folha de S. Paulo, o autor afirma que alguns serviços online tiram a concentração e a capacidade de refletir. Ele reconhece que a Internet, assim como tecnologias anteriores, amplifica nossa mente, mas também, a longo prazo, sacrifica outras coisas importantes, como nossa memória, que deixa de guardar coisas importantes, pois elas estão online para quando precisarmos.

E ele questiona: estamos deixando de lado livros e uma leitura profunda para lermos pinceladas de informações na web? Dá até pra fazer um exercício rápido: pense nas coisas mais importantes que você leu hoje. Aquilo que vem na memória, em qual suporte foi lido?

Por mais que possamos estar em direção a uma comunicação visual, nosso processo de aprendizagem ainda é baseado na reflexão, e não na superficialidade, por isso, aproveite esses tempos de folga para ler algum livro de seu interesse e ajudar com a saúde de sua memória! Aliás, para quem já deixou de lado suportes físicos, quando estiver lendo artigos e informações importantes no computador, deixe um pouco de lado ferramentas de bate-papo, por exemplo, isso também ajuda na sua concentração!

🙂

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